Cabeceiras de Basto - Granfondo Sra. da Graça

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Cabeceiras de Basto é uma vila portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e sub-região do Ave, com cerca de 16 064 habitantes.

É sede de um município com 241,82 km² de área e 16 064 habitantes (2016), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte por Montalegre, a nordeste por Boticas, a leste por Ribeira de Pena, a sudeste por Mondim de Basto, a sul por Celorico de Basto, a oeste por Fafe e a noroeste por Vieira do Minho.


ORIGENS
Entre as serranias da Cabreira e do Marão, num extenso vale que ocupa mais de 18km no sentido mais longo e 8km de largo, mesmo à margem do Rio Tâmega, encontra-se Cabeceiras de Basto, um dos mais antigos e históricos concelhos do Minho. Cabeceiras de Basto é uma terra antiga e por isso uma terra sábia. Uma terra que soube preservar a paisagem na qual convivem o Minho e Trás-os-Montes.

Riquezas de um lado, riquezas do outro, este concelho apresenta um vasto património paisagístico e arquitectónico, cunhado pelas marcas, pelos saberes e sabores tradicionais, testemunhos de um povo e do seu modus vivendi.

Integrado nas Terras de Basto, pequena sub-região com características individualizantes e próprias, outrora uma vasta circunscrição administrativa na bacia média do Tâmega, já em 1258 estava organizada com três julgados: o de Cabeceiras de Basto, o de Celorico de Basto e o de Amarante. Este último, quase limitado à sua Villa e a Telões, onde se haviam implantado vários mosteiros e uma importante fidalguia medieval. Em 1220 esta circunscrição compreendia ainda Mondim de Basto, algumas localidades dos concelhos de Amarante e Felgueiras, Ribeira de Pena e Vieira do Minho. Actualmente abrange uma área territorial de 239km2 por onde se espalham 8 freguesias e 4 uniões de freguesias (Alvite e Passos; Arco de Baúlhe e Vila Nune; Gondiães e Vilar de Cunhas; Refojos de Basto, Outeiro e Painzela). deve ler-se também 16.710 habitantes (Censos 2011).

Mas a história do concelho perde-se no tempo. Apesar da pouca informação existente sobre o seu primitivo povoamento, vários achados arqueológicos permitem dizer, com convicção, que Cabeceiras de Basto remonta a um período anterior a Cristo, nomeadamente a épocas pré-românicas, senão antes, pela existência de vestígios castrenses e construções dolménicas. Também a arqueologia, nos desvenda outras informações através das ruínas do Mosteiro de St.ª Comba, onde se supõe terá existido, um tempo de vestais. Os objectos de cerâmica e inscrições achadas, as estátuas de guerreiros e as moedas de prata e bronze com as efígies de Augusto, Galliano e Constantino dão força à tese da existência da povoação no tempo dos romanos.

A própria etimologia de Cabeceiras de Basto, apesar de controversa, leva-nos a crer que o primeiro povo que deu o nome à região foram os Bastos (Bástulos ou bastianos) que, oriundos da Andaluzia, passaram por esta bela província de Entre Douro e Minho e fundaram uma cidade chamada Basto, que se localizava próxima do Mosteiro de Santa Senhorinha, cuja presença árabe nestas terras, se encarregou de destruir. Corria o ano de 711. Daí que, com Cabeceiras no sentido de cabeça destas antigas regiões e Basto de Bástulos, se explique a designação deste concelho No entanto, entre o século XII e XVI, é praticamente inexistente a documentação escrita sobre Cabeceiras de Basto. Apesar de se tratar de uma povoação antiga, que gozava de grande prosperidade, como atesta o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, outrora o mais rico do Minho, só em 1514 é que Cabeceiras vê criado o concelho, por Foral de D. Manuel I. Foi, igualmente, um importante centro de peregrinação na Idade Média. Por este motivo a ele se associaram nomes de santos, nobres e guerreiros como são o caso de Santa Senhorinha de Basto, D. Pedro, D. Inês de Castro, D. Nuno Álvares Pereira, que aqui casou em 1376.

Aqui passaram, também, nomes de vulto ligados à literatura como Sá de Miranda com a obra “Carta a D. António Pereira”, senhor de Basto, Bernardim Ribeiro e Camilo Castelo Branco, com várias das suas obras a referirem Cabeceiras de Basto, nomeadamente, a “Bruxa de Monte Cordova” e “Noites de Lamego”. No entanto, além desta vertente cultural, quando percorremos o concelho de Cabeceiras de Basto deparamos com uma série de monumentos, alguns dos quais, de interesse nacional (como é o caso do Mosteiro de S. Miguel de Refojos e a Ponte de Cavez) e casas solarengas datadas, a maioria delas, dos séculos XVII, XVIII e XIX, que conferem à região um cunho ímpar e, simultaneamente, desvendam alguns dos segredos que a história guardou das gentes que por aqui passaram. Construções que, por montes e vales, vão pincelando este quadro de grande beleza, reflexos das marcas dos tempo, das vivências dos povos que desde a antiguidade o elegeram para viver.

Consequentemente, aos elegerem esta terra para viver, nela construíram lugares da memória, lugares da nossa identidade, nos quais o tempo registou os itinerários, os sítios e os vestígios, as coisas e o que delas pensavam, as gerações que nos antecederam.

Assim, e após um levantamento exaustivo do património edificado, quer pela sua beleza, quer por constituírem um marco histórico, destacam-se:
·         Mosteiro S. Miguel e Pelourinho das Pereiras – freguesia de Refojos de Basto
·         Casa da Cadeira - freguesia de Refojos de Basto
·         Igreja de Stª. Senhorinha – freguesia de Basto
·         Ponte de Cavez – freguesia de Cavez
·         Casa do Barão - freguesia de Refojos de Basto
·         (...)

Contudo, outros locais existem que importa referir, pela sua genuinidade e pelas marcas registadas, que, apesar de se afastarem das características gerais da região, são determinantes para um estudo preciso e completo do concelho. Exemplo disso são as aldeias de Carrazedo, na freguesia de Bucos, Busteliberne na freguesia de Cabeceiras (S. Nicolau) e as casas rurais localizadas no Vilar e no Samão, cuja conjuntura se reveste de grande interesse para a salvaguarda do património existente, bem como para a sua área envolvente. De salientar também, a existência de vários locais cuja origem remonta à época pré-histórica. É o caso, e tal como comprova a arqueologia, dos vestígios encontrados na zona de Chacim e Outeirinho de Mouros, na freguesia de Refojos, em Formigueiro, na freguesia de Riodouro, e que constituem, um testemunho do tempo, de grande significado e importância histórica. De referir também a existência de testemunhos da época medieval encontrados no Lugar de Eiró, freguesia de Riodouro, que tudo indica, e tendo em conta as suas características arquitectónico-construtivas, tratar-se de uma construção tipo "mota" da qual se encontram exemplos de extraordinária semelhança na região francesa da Bretanha, onde foram comuns no séc. XI e XII. Em Portugal deve ter sido ocupado durante o século XIII. Este tipo de construção, de grande valor histórico-cultural regional, pelos contextos sociais e históricos que evoca, traduz-se num excepcional exemplar de arquitectura senhorial fortificada, dos séculos centrais da Idade Média em Portugal. Também o local pré-histórico de Lameiras Chãs, freguesia de Cabeceiras de Basto, concentra diversos vestígios de ocupação antiga, certamente correspondentes à pré-história, reveladores de uma distinta modalidade de apropriação e exploração do espaço.

Pelas suas características e pela diversidade funcional, e ainda pelos vestígios arqueológicos que aí se implantam, traduz-se num excelente exemplo de uma boa obra conjunta do ser humano e da natureza que se constitui de valor inegável para a compreensão humana da região durante a pré-história. Já anteriormente referido, o povoado proto-histórico de Formigueiro, freguesia de Riodouro, é o único do género conhecido na Serra da Cabreira, tanto pela morfologia, como pela altitude em que se situa, bem como pela eventual associação, com evidências arqueológicas do tipo “megalítico”. Constitui assim um testemunho importante da ocupação antiga dos espaços serranos da região, com grande interesse etnográfico e paisagístico, onde persistem as características desde o tempo da fixação medieval.

Estátua do "BASTO"
basto
HISTÓRIA
A estátua do “Basto”, na Praça da República, em Refojos, sede do Concelho de Cabeceiras de Basto é um dos monumentos mais curiosos do Concelho. Representa um guerreiro lusitano e é uma das várias estátuas jacentes que apareceram na Galiza e eram colocadas sobre as sepulturas de alguns desses guerreiros heróis e endeusados.
As que existem estão guardadas em museus, à excepção do “Basto” e da estátua de Santa Comba, também na freguesia de Refojos, que se encontram ao ar livre. Estes monumentos datam da época anterior à vinda dos Romanos, presumivelmente do século I a. C.
Talhada em granito, de arte rude e forte compleição física, à semelhança de todas as outras, veste túnica ou sagum, cingida por cinturão de onde pendem embainhados o punhal e a espada. O escudo, pequeno e redondo, é centrado no abdómen.
A estátua do “Basto” não se encontra hoje como foi primitivamente. Foi modificada, primeiro em 1612 e posteriormente em 1892. Acrescentaram-lhe uma cabeça com barretina e fartos bigodes (era uma estátua acéfala como a maior parte das existentes), calçaram-na com meias e botas, pintaram-na e no peito e no escudo gravaram-lhe uma legenda: "PONTE DE S. MIGUEL DE REFOYOS 1612".
Actualmente “O Basto” perdeu muito da sua simbologia primitiva, personificando a “raça” das gentes da região, a sua alma e as suas tradições. É nele que os habitantes de Cabeceiras revêem a sua coragem e a sua honradez. Daí o nascimento de uma lenda que, na actualidade, lhe está indelevelmente ligada e com a qual o povo “explica” o nome da região.

A LENDA
O Império Visigodo não resistiu aos ataques dos Mouros comandados por Tarik. Espalhando o terror, estes avançaram “ávidos de glória”, através da Galiza. Os ecos dos seus ataques chegaram ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, mas não mereceram crédito.
Bracara Augusta caiu também nas suas mãos. Então acreditaram e preparam-se para a defesa com uma centúria de servos e homens de armas, comandados por D. Gelmiro, o venerando abade do Mosteiro.
Hermígio Romarigues, parente do fundador do Mosteiro, era o guerreiro-monje que mais se destacava pelo seu porte avantajado de grandes e possantes membros e com o rosto retalhado por mil golpes das escaramuças passadas.
Postado junto à ponte que dava acesso ao Mosteiro, ao aproximar das tropas de Tarik estendeu a mão possante, assegurando:
- Até ali, por S. Miguel, até ali, basto eu!"
E bastou! Três vezes arremeteram os mouros contra as débeis defesas do Mosteiro. Mas por três vezes foram repelidos pela espada de Hermígio Romarigues. A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos e os chefes infiéis tiveram de tratar com D. Gelmiro de igual para igual, gorando-se, deste modo, a suposta intenção de arrasarem o Mosteiro e decapitarem os monges.
Posteriormente o monge-guerreiro ter-se-á integrado no reduto cristão situado nas Astúrias, de onde irradiava já a Reconquista a partir de Covadonga, sob o comando de Pelágio.
Hermígio Romarigues “O Basto” foi imortalizado através da estátua que erigiram em sua homenagem, como reconhecimento pelos serviços prestados a El-Rei Pelágio.

Mosteiro de S. Miguel de Refojos
HISTÓRIA
Os cronistas regulares não acordam no nome do fundador deste notável Mosteiro, para uns Hermínio Fafes, para outros Gomes Soeiro. Porém estas afirmações não merecem crédito, embora na então sala do Capítulo do Mosteiro se tivesse colocado um pretenso retrato do segundo, como fundador, nem deverá conceder-se maior importância ao informe de Frei Leão de S. Tomás, de que no Mosteiro haviam aparecido sepulturas datadas de 670 e 701. Certo é que o Mosteiro existia já em princípios do Séc. XII, não se conhecendo com exactidão desde quando, e que os seus padroeiros eram os descendentes do rico-homem D. Gomes Mendes, “Guedeão”, que viveu em meados desse século, certamente porque foi dele o Mosteiro próprio de seus antepassados, dominantes na terra de Basto e, por aquela possessão, seus fundadores e senhores do lugar de “Refúgios”.

O mais antigo desses nobres possessores é um “domno” Mendo, que viveu na segunda metade do século XI e de cuja ascendência nada se pode determinar de provável. Sucedeu-lhe nestas propriedades - “Villa” e respectivo “acistério” de S. Miguel – o filho, que os linhagistas medievais registaram com o nome de D. Gueda “O Velho”, para o distinguirem de outros homónimos, seus descendentes. É, indubitavelmente, um grande rico-homem da “escola” do Conde D. Henrique, D. Teresa e de D. Afonso Henriques.

No século XIII, a maior parte do padroado do Mosteiro passou de Gomes Mendes “Guedeão” a seu filho D. Egas Gomes Barroso. Dele passou à sua descendência, principalmente Gonçalo Viegas e Gomes Viegas “de Basto”. Estes, e muitos outros padroeiros de Refojos eram proprietários nobres de locais à roda do convento nos séculos XII e XIII.

No século XIV, foi o Vasco Gonçalves “Barroso”, primeiro marido daquela foi esposa do condestável D. Nuno Álvares Pereira, D. Leonor de Alvim; e esse seu filho de algo dotou o Mosteiro com muitos haveres. O rei D. Afonso Henriques havia coutado este Mosteiro ao seu abade Bento Mendes, por 800 maravedis; e pela inquirição se vê que nele se compreenderam, além do Mosteiro, as paróquias de S. Pedro de Alvite e Sta. Maria de Outeiro, respectivamente com dezassete e trinta casas. A igreja do Mosteiro era obrigada a dar apenas por ano quarenta maravedis velhos à Coroa.

D. Dinis, em 20/12/1223, deu carta “a Martim Gil priol do mosteyro de Reffojos de Basto e procurador do Abade e Convento do dito mosteyro” a respeito do escambo que Pero Foncinha e o comendador do “Barro” – Rio Gonçalves “tinham feito pelo rei e em seu nome pelas herdades em Adaúfe e em Crespos” por outros que os monges tinham em Vilalva dadas "pera sua pobra de Vila Real".

O Mosteiro de Refojos de Basto era governado por abades perpétuos, mas no reinado de D. Duarte passou a sê-lo por abades comendatários. Foi o primeiro D. Gonçalo Borges, em cuja família o cargo se manteve por 109 anos. Depois da morte de Francisco Borges, último daquela família, sucedeu-lhe D. Duarte, filho bastardo de D. João III, que veio a ascender a arcebispo de Braga.

Foi seu sucessor o ilustre Frei Diogo de Murça, jerónimo, que governou a casa com o título de administrador perpétuo. Pediu este ao Papa Paulo III que extinguisse o Mosteiro e permitisse que as suas rendas fossem aplicadas a dois colégios que se deveriam fundar em Coimbra, um de S. Bento e outro de S. Jerónimo. O sobrante seria para construir um outro colégio para 12 pobres. O pontífice anuiu ao pedido e expediram-se as bulas nesse sentido, recebidas por Frei Diogo de Murça, em Coimbra, onde então reitorava a Universidade.

Os padres, porém apelaram destas bulas e Frei Diogo reconsiderou, rogando para Roma que se mantivesse o Mosteiro com 12 padres e um prior e fosse reformado com os demais. Paulo IV acedeu a este novo pedido em 1555. Frei Diogo de Murça morreu no Mosteiro em 1570 e nele foi sepultado.

D. João Pinto, Cónego regrante de Sta. Cruz de Coimbra foi o último abade comendatário e, por bula de S. Pio V, o governo do Mosteiro foi entregue a abades trienais.
Gozou o Mosteiro de Refojos de Basto de avultadas rendas, quase todas em Trás-os-Montes, que eram divididas a meio com a Casa de Bragança, por serem herança do já referido Vasco Gonçalves “Barroso”, que foi sepultado no Mosteiro. A Igreja do Convento foi reconstruída em 1690, ficando com duas torres soberbas e muito elegantes.
O Mosteiro foi vendido pelo Estado, depois da extinção das Ordens Religiosas, em 1834.

ARTE
  • A Igreja do Mosteiro é toda de estilo Barroco. São de realçar as seguintes partes da Igreja:
  • Na fachada dos lados direito e esquerdo estão colocadas as estátuas em tamanho natural do fundador da Ordem de S. Bento – São Bento de Núrcia, e de Santa Escolástica.
  • Ala exterior em forma de varandim, tendo ao fundo, em nicho, a imagem de S. Miguel, e onde se celebrava missa campal no dia do padroeiro, S. Miguel, dia 29 de Setembro, em que o povo enchia toda a Alameda do Convento, hoje Praça da República.
  • Figuras demoníacas, máscaras e também conhecidas por carrancas colocadas dos dois lados interiores logo a seguir à entrada da Igreja.
  • Órgão duplo nas duas laterais, sendo um mudo.
  • Dois púlpitos em castanho, pintados, em imitação de mármores e parcialmente dourados (data: 1777/1780). Pintados e dourados em 1786/1789. Gradeamento em pau ébano.
  • Capela do Santíssimo Sacramento em castanho pintado e dourado (data: 1780/1789) – com dois anjos tocheiros de madeira estofada, e o Santo Cristo da Capela do SS. Sacramento em castanho estofado (data: 1783/1786?).
  • Altar-Mor com credencia. Do esplendor da talha são de salientar alguns efeitos especiais, como a orla de “chamas” do pináculo da obra, as fitas de folhas cingindo as molduras convexas e o formoso festão de margaridas e rosas no remate da portada. A Capela do Altar-Mor é em castanho dourado (1764/1767). Dourada em 1780/1783, a Capela e o Altar-Mor foram concebidos por Frei José de Santo António.
  • A Sacristia seiscentista, hoje Nucleo Museológico, possui, além de outros elementos de interesse, um arco inclinado, único nos monumentos do país, quatro espelhos em castanho (1767/1770) e dois contadores da mesma data. Os espelhos foram baseados num modelo inglês.
  • Claustros com elegantes colunas de pedra e ao centro com uma taça também de granito.
  • Zimbório em circunferência e rodeado por uma varanda interior e exterior e tendo ainda as esbeltas estátuas dos doze apóstolos, em tamanho natural e no remate, a do arcanjo São Miguel, rodeada por outra varanda.
  • As cadeiras do Coro são em castanho (1767/1770) do qual consta o cadeiral, as sanefas e as portas das portadas, assim como, três sanefas dos janelões. O grande cadeiral foi composto em dois andares com 45 assentos em forma de U com cadeira do D. Abade no centro, segundo a tradição beneditina.
  • A igreja possui ainda uma mísula com a imagem de S. Miguel Arcanjo (data: 1767/1770).
  • Igreja e Sacristia do Convento de Refojos
  • Igreja conventual barroca do século XVIII de planta em cruz latina, com fachada principal flanqueada por torres e portal saliente da fachada de forma côncava. Linhas ondeadas e curvas nas cúpulas das torres e frontão.
  • Caracteriza-se por um excessivo decorativismo em talha dourada no interior. A sacristia possui um altar da renascença.
  • Localiza-se no topo da Praça da República, definindo com a fachada voltada a nascente do convento uma das frentes da Praça (freguesia de Refojos).
PATRIMÓNIO PAISAGÍSTICO
O concelho de Cabeceiras de Basto possui grandes potencialidades paisagísticas, sobretudo na Serra da Cabreira, cujos miradouros proporcionam belíssimas vistas sobre a paisagem, que resultam principalmente, da diversidade geomorfológica do território.

É certo que da paisagem natural já pouco resta. A ocupação humana, ligada às necessidades de sobrevivência dos povos que se foram fixando, induziu profundas alterações visando um aproveitamento das condições naturais para a produção agrícola, através do socalcamento das vertentes. Simultaneamente, os pequenos aluviões associados às bacias dos principais rios da região (rio Tâmega e afluentes como o rio Peio, Ouro e ribeira de Cavez) foram igualmente adaptados para a prática da actividade agrícola.
Relativamente à paisagem florestal introduziram-se novas espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea, que aqui encontraram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A oliveira e o sobreiro ocupam as meias encostas em paralelo com a vinha de enforcado, que se estende até aos terrenos de várzea junto às leiras cultivadas e em associação com as árvores fruteiras e outras, que lhe servem de tutor: choupos, plátanos, macieiras, laranjeiras, pereiras, etc.
O pinheiro bravo veio substituir em parte o carvalho, o castanheiro, o medronheiro, a madressilva, a carqueja e o tojo que outrora dominavam as áreas serranas.

Actualmente a floresta do concelho caracteriza-se pelo predomínio de povoamentos puros de pinheiro bravo. No entanto, esta floresta tem vindo a desaparecer pois os incêndios teimam em destruí-la.

Pelo conjunto de vegetação, onde subsistem espécies botânicas da flora silvestre e espécies de fauna que ocupam toda a Serra da Cabreira (freguesias de Abadim, Bucos, Cabeceiras de Basto, Riodouro, Vilar de Cunhas e Gondiães) fazem dela um local de elevado valor paisagístico.
Estas áreas de montanha reúnem condições para a prática de montanhismo e possuem miradouros naturais nos lugares de Chacim, Samão, Cunhas, Leiradas, Vilar e Uz.

Citam-se ainda os parques de merendas integrados na beleza paisagística da Serra da Cabreira que permitem gozar de verdadeiros momentos de lazer, tais como Moinhos de Rei, Ponte da Víbora, Veiga, Magusteiro e Vinha de Mouros. Constituídos por extensas alamedas de árvores frondosas, mesas de pedra sob refrescantes sombras, estes parques oferecem áreas aprazíveis para o recreio e lazer.
A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus visitantes, para além do usufruto do parque de merendas, um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes), um cercado de veados, que visa a reintrodução do veado na Serra da Cabreira e obviamente, vários locais com vistas panorâmicas.

A área de Vinha de Mouros proporciona aos seus visitantes não só o lazer (parque de merendas, parque infantil, mini-golfe, exposição de animais de montanha) como também fomenta a prática desportiva possuindo circuitos de manutenção e um polidesportivo. Ali se localiza também o Centro Hípico de Cabeceiras de Basto, revelando-se por isso uma área aprazível e intergeracional.
Na Serra existem ainda trilhos pedestres e percursos de BTT, que permitem descobrir os segredos paisagísticos bem como as marcas da milenar cumplicidade com o Homem. Enunciam-se os percursos Samão - Uz - Gondiães, Abadim - Moinhos de Rei - Busteliberne - Agra, o do Alto dos Esporões, Formigueiro - Pisão - Moscoso, e o de Vila Boa - Moinhos de Rei - Serra da Maçã.
Os percursos enunciados permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, as aldeias tradicionais, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas.
A pastorícia foi, e ainda é, pelo menos para algumas comunidades locais, uma actividade importante. Geralmente, é nas áreas de maior altitude (montanha) ocupadas por matos, que os efectivos pecuários, principalmente caprinos, bovinos e ovinos, pastam. Nas áreas mais baixas são mantidos, na maior parte das vezes, em pastagens cultivadas.
No âmbito da cinegética importa mencionar as Zonas de Caça Municipal de Cavez (criada em 2001) e Gondiães / Vilar de Cunhas (criada em 2002) e a Zona de Caça Associativa de Riodouro (criada em 2001) e de Bucos (criada em 2002). Está em estudo a Zona de Caça Associativa de Abadim .

Encontra-se, ainda, instituída na área de Moinhos de Rei, uma reserva de caça integral, com uma área aproximada de 200 hectares, que inclui um posto de fomento cinegético, local onde se procede à criação de perdizes e coelhos, e um cercado de veados. O cercado de veados foi construído em 1990, com o objectivo de fomentar a reintrodução do veado na Serra da Cabreira. O posto de fomento cinegético foi construído em 1965 e teve como objectivo o repovoamento com perdizes.
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